Quanto investir para ter uma renda de R$ 10 mil em FIIS?

Gerar renda passiva mensal com FIIs é viável, mas exige disciplina e conhecimento para selecionar os fundos mais adequados ao perfil do investidor

Quanto investir

Investir em fundos de investimento imobiliários (FIIs) é uma maneira prática e acessível de aproveitar o potencial do mercado imobiliário sem ter que comprar um imóvel físico. Mas quanto é necessário investir para gerar uma renda mensal de R$ 10 mil?

Para alcançar uma renda de R$ 10 mil mensais por meio de FIIs, é necessário calcular o montante investido a partir do rendimento médio estimado dos FIIs escolhidos. Há vários FIIs disponíveis na Genial Investimentos, como MXRF11, HGLG11, KNRI11, BCFF11 e VINO11, entre outros, que podem servir como referência para essa estimativa.

A escolha do montante ideal depende de fatores como o rendimento médio do portfólio de FIIs, a volatilidade desses rendimentos e o perfil de risco do investidor. Compreender essas variáveis ajuda o investidor a tomar decisões mais conscientes, ainda que não garantam resultados financeiros futuros.

Neste artigo, vamos mostrar quanto se deve investir aproximadamente para ter uma renda de R$ 10 mil em FIIS.

Embora informativo, este conteúdo não constitui recomendação de investimento.

Cálculo do investimento necessário para R$ 10 mil/mês

O investimento necessário para alcançar uma renda mensal de R$ 10 mil depende do dividend yield (DY) do fundo em questão. O DY é basicamente quanto os fundos imobiliários pagam de dividendos em relação ao valor investido.

Caso o investidor opte por fundos que pagam em média 1% ao mês, será necessário investir aproximadamente R$ 1 milhão para alcançar essa meta. É fácil entender o porquê: 1% de 1 milhão equivale a R$10 mil por mês.

Se o rendimento for menor, como 0,8% ao mês, será preciso investir um pouco mais, algo em torno de R$ 1,25 milhão.

A lógica é simples de entender: quanto menor for o rendimento do FII escolhido, maior deverá ser o valor investido para chegar à meta de R$ 10 mil mensais. Por isso, é essencial analisar o histórico de rendimentos do fundo em que se deseja investir para calcular a renda que ele gerará por mês.

Exemplos de FIIs e rendimentos históricos

Confira uma lista com exemplos de FIIs disponíveis no mercado e seu histórico de rendimento para auxiliar na análise e comparação entre alternativas:

MXRF11

Trata-se de um fundo com foco em recebíveis imobiliários e crédito, cujo Dividend Yield no último ano foi de cerca de 12,2% a 12,23%. A valorização da cota nos últimos 12 meses foi de aproximadamente 8,5%.​ A faixa de dividendos por cota, historicamente, fica entre R$ 0,08 e R$ 0,10 mensais.​

HGLG11

O foco desse FII são imóveis logísticos e galpões.​ Seu Dividend Yield no último ano foi cerca de 8,25%, e a valorização da cota nos últimos 12 meses foi de aproximadamente 13%.​ A cota oscilou entre R$ 154 e R$ 160 no último ano.​

KNRI11

Esse FII se destaca pelo portfólio diversificado entre lajes corporativas e galpões logísticos.​ O seu Dividend Yield do último ano foi cerca de 8,13%, com valorização da cota nos últimos 12 meses de aproximadamente 18,7%.​ A cota ficou entre R$ 141 e R$ 145 no último ano.​

BCFF11

Esse é o chamado fundo de fundos, ou seja, um FII que investe em cotas de outros FIIs.​ O Dividend Yield dele no último ano ficou entre 0,96% e 13,13%. A distribuição de dividendos média no último ano foi R$ 0,56 por cota, e a cota oscilou entre R$ 7,13 e R$ 7,96, com desvalorização da cotação no período.​

VINO11

O foco desse FII são os imóveis comerciais.​ Seu Dividend Yield no último ano foi cerca de 12,7%, e a valorização da cota nos últimos 12 meses foi cerca de 7,8% a 13,3%.​

Esses dados mostram que, historicamente, MXRF11 e VINO11 entregaram yields elevados, enquanto HGLG11 e KNRI11 se destacam pela estabilidade e crescimento patrimonial. Já o BCFF11 tem variado mais na performance e no rendimento recente.

Riscos e fatores que afetam os rendimentos

Antes de investir, é essencial analisar riscos, liquidez e perspectivas de cada fundo imobiliário.

Confira os principais riscos e fatores que afetam os rendimentos dos FIIs:

  • variação nas taxas de juros: o aumento da taxa Selic pode reduzir o atrativo dos FIIs, pois investidores tendem a migrar para renda fixa, pressionando as cotas e os rendimentos;
  • vacância e inadimplência: imóveis desocupados ou locatários inadimplentes diminuem a receita e, consequentemente, os rendimentos distribuídos aos cotistas;
  • revisões contratuais e reajustes de aluguel: a falta de correção dos contratos ou revisões para baixo (renegociação) afetam negativamente o fluxo de caixa do FII.;
  • desvalorização ou valorização dos imóveis: flutuações no valor de mercado dos ativos podem impactar o patrimônio do fundo e influenciar o valor da cota negociada;
  • riscos de crédito nos FIIs de papel: fundos que investem em recebíveis imobiliários (como CRIs e LCIs) estão sujeitos a eventual falta de pagamento ou à deterioração da qualidade de crédito dos emitentes.;
  • gestão do fundo: decisões equivocadas de compra, venda ou administração dos ativos podem comprometer rentabilidade e estabilidade dos rendimentos;
  • concentração de portfólio: FIIs pouco diversificados ficam mais expostos à perda de receita em caso de problema com um único imóvel ou locatário importante.