Famosos já tiveram mansões milionárias levadas a leilão no Brasil e no exterior

De dívidas a heranças, imóveis de luxo de celebridades acabam em leilão e revelam bastidores pouco conhecidos 

Famosos já tiveram mansões milionárias levadas a leilão no Brasil e no exterior
Famosos já tiveram mansões milionárias levadas a leilão no Brasil e no exterior

O volume de imóveis em leilão no Brasil cresceu 228% entre 2022 e 2024. Só na Caixa Econômica

Federal, os ativos disponíveis passaram de cerca de 7.700 para mais de 25.500, segundo dados da própria instituição. 

O crescimento dos leilões no país tem nas instituições financeiras um dos principais agentes. O leilão de imóveis Santander, por exemplo, reúne regularmente um portfólio que abrange desde imóveis residenciais populares até propriedades de alto padrão, reflexo direto da retomada de bens financiados. Outros grandes bancos operam da mesma forma, ampliando a oferta disponível para compradores que buscam imóveis com deságio em relação ao valor de mercado.

De acordo com o JusBrasil, o imóvel que vai a leilão pode ser adquirido com valor até 60% mais barato em comparação às transações convencionais. O avanço dos leilões no Brasil tem aplicado o perfil dos imóveis ofertados, incluindo propriedades de diferentes faixas de valor, desde unidades residenciais até mansões de alto padrão. Nos últimos anos, até mesmo imóveis de celebridades foram leiloados.

Luciana Gimenez

A apresentadora Luciana Gimenez tentou vender por sete anos um triplex no condomínio Cidade Jardim, em São Paulo, avaliado em cerca de R$ 70 milhões. Sem comprador no mercado convencional, o imóvel foi levado a um leilão internacional com lance inicial de, aproximadamente, R$ 23 milhões. Como nenhuma proposta foi registrada, o leilão encerrou sem resultado. 

O caso integra um cenário que pode acontecer com casas em leilão em São Paulo e em outras regiões de alto padrão no país, quando mesmo com redução de preço, o imóvel não encontra interessados.

Hebe Camargo

A mansão onde Hebe Camargo morou por mais de duas décadas, no bairro do Morumbi, em São Paulo, foi levada a leilão por decisão judicial após a morte da apresentadora. O imóvel, avaliado em cerca de R$ 8,2 milhões, chegou ao processo sem manutenção regular ao longo dos anos. 

Nenhuma proposta foi apresentada nas etapas do leilão. O caso evidencia uma dificuldade recorrente em inventários: imóveis de alto padrão que, sem conservação, perdem competitividade no mercado mesmo quando há valor histórico associado.

Galvão Bueno

O narrador esportivo Galvão Bueno e sua esposa, Desirée Soares, tiveram uma casa em condomínio de luxo em Londrina (PR) levada a leilão após o imóvel ser usado como garantia em operações de crédito. 

O lance inicial foi fixado em mais de R$ 22 milhões, determinado em processo de execução judicial. A situação segue um padrão frequente entre os imóveis em leilão no RJ e em outras capitais: propriedades dadas como garantia que são retomadas quando a dívida não é quitada dentro do prazo.

Guta Stresser

A atriz Guta Stresser teve sua casa no Itanhangá, Zona Oeste do Rio de Janeiro, incluída em processo de leilão por inadimplência no financiamento do imóvel. Na época, a atriz declarou publicamente estar desempregada e enfrentando problemas de saúde. 

Casos internacionais

Fora do Brasil, situações similares também envolveram nomes conhecidos. Nos Estados Unidos, a antiga residência de Jackie Kennedy foi a leilão com avaliação inicial superior a US$ 26 milhões e chegou a ser ofertada com lance mínimo de US$ 5 milhões, sem comprador imediato. 

Na Austrália, a atriz Cate Blanchett optou pelo leilão como estratégia de reorganização patrimonial, não por dívidas, mas por decisão de gestão de bens.